segunda-feira, 16 de abril de 2018

Segredos sobre ter depressão e ansiedade que ninguém conta

Muito se houve falar sobre os efeitos da depressão na vida de quem sofre com o problema e como é preciso ter cuidado para que essas pessoas se recuperem. O problema é que quase sempre depressão e ansiedade andam de mãos dadas e pouco se fala sobre esse segundo transtorno.
Para quem não sabe, a ansiedade não tem nada a ver com o que a gente imagina que seja, nem com aquele sentimento que bate antes de alguma coisa muito esperada acontecer.
A ansiedade é um distúrbio mental marcado por sentimentos de preocupação ou de medo que se tornam tão fortes que interferem diretamente na vida e na capacidade de raciocínio de quem sofre com ela.
E o problema é que quase metade das pessoas diagnosticadas com depressão são também vítimas do transtorno da ansiedade.
A lista abaixo, como você vai ver, tem por objetivo alertar as pessoas sobre as angústias que pessoas com depressão e ansiedade precisam conviver todos os dias. A intenção aqui é informar e mostrar que o que você (ou aquela pessoa que você conhece) está sentindo pode não ser preguiça  ou tristeza, simplesmente.

Confira 20 coisas sobre ter depressão e ansiedade que ninguém conta:

1. É surtar com a ideia de tirar qualquer nota baixa em uma prova, mas não ter energia para estudar.

2. É ter que ficar na cama porque você não consegue se mexer, mas se martirizar com o pensamento do que pode acontecer se você faltar na escola ou no trabalho.
3. É se sentir mais cansado(a) quanto menos você se mexe, mas seu coração acelerar ao pensar em dar o primeiro passo.
4. É ficar incomodado(a) com a bagunça se acumulando, mas encará-la e pensar: “arrumo amanhã”.
5. É fazer seis milhões de listas de tarefas para clarear seus pensamentos, mas saber que você nunca vai de fato fazer qualquer coisa escrita nelas.
6. É acreditar que todo plano cancelado acabará com suas amizades, mas não ter forças suficientes para comparecer em nenhum.
7. É se sentir desesperado(a) porque você ainda está solteiro(a), mas cancelar qualquer encontro porque só pensamento de ir em um te dá palpitações.
8. É ter medo todo dia que seu(ua) companheiro(a) vai ficar de saco cheio e ir embora, e sua ansiedade sussurrar em seu ouvido que eles merecem mesmo algo melhor e deveriam ir.
9. É ignorar mensagens e recusar convites. E ficar ainda pior quando as mensagens e os convites deixam de vir.
10. É o medo constante de acabar sozinho(a), mas acidentalmente se isolar porque você às vezes você precisa se esconder.
11. É não querer mais nada além de se arrastar para casa e dormir às 14h, mas sua pulsação rápida e e assustada te acordar às 2h.
12. É alternar entre se sentir paralisado(a) no presente e ter medo do futuro.
13. É não aproveitar os dias bons porque você fica dominado(a) pela ansiedade e pelo pensamento de que a próxima crise está logo ali.
14. É dormir demais ou não dormir nada.
15. É precisar de umas férias dos seus pensamentos, mas não conseguir sair do poço sozinho(a).
16. É precisar fazer tudo, mas não querer fazer nada.
17. É ter mecanismos de sobrevivência e fuga, pois, quando você não está tentando se esconder de uma parte de seu cérebro, você está se escondendo da outra.
18. É pensar se as coisas que estão fazendo seu coração afundar são o que sua mente ansiosa inventou.
19. É ficar sentado(a) acordado(a) às 3 da manhã se preocupando com um futuro que você nem tem certeza que quer ter.
20. É sentir coisas demais e não sentir nada ao mesmo tempo, e ter a sensação de que você nunca vai conseguir melhorar.
OBS: parece não, mas você pode melhorar e e sentir melhor! Procure ajuda psicológica o quanto antes e, caso esteja lidando com pensamentos suicidas ligue para o CVV pelo número 141. Sua vida é preciosa demais para ser perdida!


domingo, 15 de abril de 2018

depoimentos de pessoas que venceram a depressão:

Dor sem localização acompanhada de uma mistura de sensações que envolvem tristeza, irritação, culpa constante, falta de prazer e desesperança de um futuro melhor. Essa descrição é insuficiente para definir a depressão, doença que atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, e já é considerada o "Mal do Século".

Para entender o que é depressão, só mesmo passando por uma. Felizmente, a condição tem cura por meio do tratamento adequado, que devolve não apenas a alegria ao paciente, mas também a vontade de viver e a capacidade de sonhar.
 
A seguir, entenda mais a partir de depoimentos de pessoas que venceram a depressão:
Alice

A primeira crise de depressão da jornalista Alice Albuquerque* ocorreu em 2010, em meio a um momento profissional conturbado. "Eu sabia que estava muito estressada e as pessoas ao meu redor percebiam, mas não identifiquei em momento algum que aquilo poderia ser depressão. Eu não me sentia triste, mas extremamente irritada", conta.A doença só veio à tona em uma consulta com uma ginecologista com quem Alice tinha muita afinidade. Após uma conversa bem humorada sobre assuntos variados, a paciente contou que se sentia estranha e logo começou a chorar.

Surpresa pela mudança repentina de humor, a ginecologista prescreveu antidepressivos e recomendou que Alice procurasse um psiquiatra e um psicólogo. Apesar de resistir quanto aos especialistas indicados, a jovem tomou o medicamento por seis meses e assim conseguiu vencer a crise de depressão.
Retorno da depressão

Em 2014, Alice estava no melhor momento de sua carreira quando a depressão voltou a dar as caras. Além da irritação exacerbada, que também se manifestou no primeiro episódio, a jornalista de então 36 anos também teve sintomas físicos, como uma dor muito forte no esterno, um dos ossos centrais do tórax.


"Em nenhum momento eu quis ficar só de cama. Pelo contrário, continuei trabalhando. Mas, às vezes, desejava que alguma coisa ruim acontecesse comigo para que eu não tivesse de trabalhar ou passear, como um acidente", desabafa.

Em um dia comum, e até mesmo tranquilo, no trabalho, Alice teve uma crise de pânico e logo relacionou todos os sinais com o retorno da depressão.

Não é possível afirmar se a falta de atendimento psiquiátrico e psicológico causou o segundo episódio depressivo, mas de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, quem sofre uma crise e não a trata adequadamente tem 50% de chance de ter uma segunda.

"Eu fiquei com muita raiva de mim mesma por não conseguir impedir a doença. Sempre fui uma pessoa muito alegre e alto astral, não imaginava que pudesse ser diagnosticada com depressão", desabafa. Essa é justamente uma das características marcantes da doença: ela afeta a todos, independe de raça, personalidade, sexo, idade ou condições financeiras.

A jovem buscou o atendimento correto para a recidiva: o psiquiatra receitou antidepressivos e ansiolíticos e pediu uma licença do trabalho de 15 dias. Apesar de difícil, o recesso foi importante para que colocasse os pensamentos em ordem.
Compreendendo o transtorno

Na segunda crise, ela também recorreu à psicoterapia e aos tratamentos alternativos com massagens, acupuntura e constelação familiar - método psicoterápico que trabalha a energia inconsciente que influencia cada decisão tomada.

Durante a recuperação, teve de lidar com a falta de conhecimento dos familiares acerca da doença. "Me disseram muitas frases ruins, como 'Vai sair, vai ver gente!'. É a mesma coisa que falar para uma pessoa com taquicardia controlar o coração: impossível, já que a doença é causada por alterações nos níveis de neurotransmissores", lembra.
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Infelizmente, ainda há muitos estigmas sobre a depressão. "Tem gente que acha que é um ato de fraqueza, falta de Deus ou frescura. Apesar de ter melhorado muito, a desinformação ainda é grande", ressalta a psicóloga junguiana Janete Esposito, especializada em Psicossomática e Psicologia Hospitalar.

O primeiro passo para ajudar alguém com depressão é buscar informações a respeito da condição, a fim de se preparar para prestar apoio

Hoje, sem crises há três anos, Alice aconselha quem enfrenta a doença: "Peço que acredite, confie, busque tratamento e não feche os olhos para tratamentos alternativos, pois tudo é válido para voltar a se sentir bem".
Felipe

Felipe Moraes Aneas já enfrentou a doença duas vezes, ambas por desencadeantes traumáticos. "Na primeira, em 2010, havia terminado um relacionamento. Já o segundo 'nocaute' ocorreu em 2015, depois que meu avô e meu pai faleceram em um curto espaço de tempo, o que fez com que tudo perdesse o sentido", conta.

Apesar de ter cunho genético, as crises de depressão são despertadas por gatilhos, assim como ocorreu com Felipe. "Há inúmeros, como perda de entes queridos, término de namoro, demissão, estresse, chefes autoritários, excesso de expectativa dos pais, pressão nos estudo, etc", elenca a psicóloga Janete Esposito.

"Na segunda crise, que foi bem pior, perdi meus pilares pois tinha uma relação forte com meu pai e avô. Não conseguia trabalhar e nem me concentrar, então fazia as coisas no automático", conta o empresário, que já fazia psicoterapia na época.
"Estou curado da depressão, principalmente pela fé"

Foi quando um amigo de Felipe o aconselhou a ir a um psiquiatra, que receitou medicamentos que o ajudaram muito a controlar a ansiedade. Apesar disso, ele afirma que o que realmente o fez superar a depressão foi a fé.

"Estou curado da depressão, principalmente pela fé que encontrei na religião espírita. É nela que me apego nos momentos difíceis. Hoje, luto contra pensamentos negativos, tenho amor pela minha vida e muito orgulho da minha família. A vida é complicada, mas é bonita", ressalta.
 
Rafael

Rafael Silva* sempre foi muito proativo e animado, mas em 2014 passou a ficar sem vontade de sair ou fazer atividades que gostava. "Só deitava no sofá e evitava qualquer tipo de evento ou passeio que me tirasse de casa", relata.

Apesar da reação de Rafael, a doença pode se desenrolar de diversas maneiras. "Existe o mito de que a pessoa com depressão passa o dia todo na cama, fica mal-humorada e sem comer. Porém, a doença pode vir de outras formas, como em conjunto com ansiedade, o que torna o indivíduo muito ligado e ativo", afirma a psicóloga Janete Esposito.

Quando o desânimo atingiu um patamar gritante, Rafael buscou ajuda de psiquiatra e psicólogo. Ele demorou até se adaptar aos medicamentos prescritos: somente após três trocas de dosagem viu os benefícios do tratamento que devolveu sua qualidade de vida.
"Ninguém precisa sofrer"

Contudo, foi a terapia que teve papel essencial para mudar sua vida: "Fiquei dois anos em tratamento e tomei decisões importantes para resolver problemas que eu havia guardado a sete chaves", desabafa.

Ainda que existam diversas abordagens psicoterapêuticas - como psicanálise, cognitivo comportamental e gestalt - a terapia ajuda a lidar com os pensamentos e os traumas passados, promovendo mudanças no presente.

Apesar de doloroso, o rapaz reconhece que o processo foi essencial para que retomasse o controle de sua vida. "Hoje, digo que ninguém precisa sofrer. Se existe a possibilidade de tratamento, busque-o, seja com psicólogo ou psiquiatra", recomenda.
 
Manuela

Manuela descobriu a depressão em meados de 2012, depois de meses acreditando que a razão de seu sofrimento era apenas tristeza. "Na época, alguns problemas familiares impulsionados pela loucura do dia a dia levaram toda minha energia e meu ânimo", disse.

Aos 27 anos, ela fazia terapia, mas tinha receio em procurar um psiquiatra, apesar de sua psicóloga e de sua mãe insistirem que seria bom.

Assim como ela, muitas pessoas têm preconceito quanto ao uso de medicamentos psiquiátricos, que são rodeados de questões que envolvem, como qualquer outro tipo de remédio, vício e efeitos colaterais. Todavia, os benefícios superam os contras e o acompanhamento adequado pode reduzir os incômodos.
"Hoje, os sentimentos bons ganham dos ruins"

Após muita insistência, Manuela concordou em buscar ajuda. "Fui ao médico e um senhorzinho vestido de branco e com cabelo e barba da mesma cor me explicou que tomar remédio não precisava ser ruim, mas que deixaria minha vida mais leve. E assim foi", conta a jornalista.

Logo, fez uso dos medicamentos psiquiátricos, mas alguns efeitos adversos foram difíceis de lidar. "Eu me irritava quando as drogas me faziam dormir demais ou quando sentia que elas amorteciam quem eu realmente era. Fui ao extremo de parar de tomá-los por conta própria e o resultado, claro, não foi bonito", desabafa, se referindo à abstinência repentina que gera efeitos indesejados.

Depois da interrupção, Manuela retornou ao tratamento e só parou de tomar os antidepressivos de vez na hora certa. "Hoje, os sentimentos bons ganham dos ruins, e eu sei lidar com esses também."
 
 
O que fica depois da depressão?
 
 

A psicóloga Janete Esposito explica que a depressão é um momento em que, por meio da dor, acessamos frustrações, traumas e o próprio luto. "É uma oportunidade de ressignificar histórias não resolvidas e torná-las um aprendizado que permita o crescimento pessoal e que altere a forma de encarar a vida", esclarece.

Há três anos sem crises, Alice afirma que, além de ganhar empatia por pessoas com condições mentais, a depressão mudou sua maneira de pensar e agir: "Ficamos o tempo todo querendo provar que somos fortes, mas temos que assumir nossas limitações e desacelerar quando preciso".

Sintomas de depressão infantil e como tratar

Alguns sinais que podem indicar depressão durante a infância incluem falta de vontade para brincar, fazer xixi na cama, queixas frequentes de cansaço, dor de cabeça ou barriga e dificuldades no aprendizado.
Estes sintomas podem passar despercebidos ou ser confundidos com birras ou timidez, porém se esses sintomas permanecerem por mais de 2 semanas é aconselhado ir ao pediatra para fazer uma avaliação do estado da saúde psicológica e verificar a necessidade de iniciar tratamento.
Na maioria dos casos, o tratamento inclui sessões de psicoterapia e uso de remédios antidepressivos, porém o apoio dos pais e professores é fundamental para ajudar a criança a sair da depressão, já que esse transtorno pode dificultar o desenvolvimento da criança.
11 sinais de depressão infantil e como tratar

Sinais que podem indicar depressão

Os sintomas da depressão infantil variam com a idade da criança e o seu diagnostico nunca é fácil, sendo necessária uma avaliação detalhada por um pedopsiquiatra. No entanto, alguns sinais que podem alertar os pais incluem:
  1. Rosto triste, apresentando olhos sem brilho e não sorrindo e um corpo caído e frágil, como se estivesse sempre cansado e olhando o vazio;
  2. Falta de vontade para brincar nem sozinha nem com outras crianças;
  3. Muita sonolência, cansaço constante e sem energia para nada;
  4. Birras e irritabilidade sem razão aparente, parecendo uma criança pirraça, com mau humor e má postura;
  5. Choro fácil e exagerado, devido a sensibilidade exagerada;
  6. Falta de apetite que pode levar a perda de peso, porém em alguns casos também pode surgir enorme desejo por doces;
  7. Dificuldade para dormir e muitos pesadelos; 
  8. Medo e dificuldade em se separar da mãe ou do pai;
  9. Sentimento de inferioridade especialmente em relação aos amigos da creche ou escola;
  10. Fraco rendimento na escola, podendo ter notas vermelhas e falta de atenção;
  11. Incontinência urinária e fecal, depois de já ter adquirido a capacidade de não usar fralda.
Embora estes sinais de depressão sejam comuns nas crianças, eles podem ser mais específicos para cada idade da criança.

6 meses a 2 anos

Os principais sintomas de depressão na primeira infância, que ocorre até aos 2 anos, são recusa alimentar, pouco peso, estatura pequena e atraso da linguagem e distúrbios do sono.

2 a 6 anos

Na idade pré-escolar, que acontece entre os 2 e os 6 anos, as crianças na maioria dos casos apresentam birras constantes, muito cansaço, pouca vontade para brincar, falta de energia, fazer xixi na cama e eliminação de fezes involuntariamente.
Além disso, também podem ter muita dificuldade em separar-se da mãe ou do pai, evitando falar ou conviver com outras crianças e mantendo-se muito isolada. Também podem ocorrer crises intensas de choro e ter pesadelos e muita dificuldade em adormecer.

6 a 12 anos

Já na idade escolar, que ocorre entre os 6 e 12 anos, a depressão manifesta-se através dos mesmos sintomas anteriormente referidos, além de poder apresentar dificuldade para aprender, pouca concentração, notas vermelhas, isolamento, sensibilidade exagerada e irritabilidade, apatia, falta de paciência, dor de cabeça e de estômago e alterações no peso.
Além disso, é frequente sentimento de inferioridade, que é pior do que as outras crianças e diz constantemente frase do tipo "ninguém gosta de mim" ou “não sei fazer nada”.
Na adolescência, os sinais podem ser diferentes, por isso se seu filho tem mais de 12 anos, leia quais são os sintomas da depressão na adolescência.
11 sinais de depressão infantil e como tratar

Como diagnosticar a depressão infantil

O diagnóstico normalmente é feito através de testes realizados pelo médico e análise de desenhos, pois a criança na maioria dos casos não consegue referir que está triste e deprimida e, por isso, os pais devem estar muito atentos a todos os sintomas e dizer ao médico para facilitar o diagnóstico.
No entanto, o diagnóstico desta doença não é fácil, especialmente porque pode ser confundido com alterações da personalidade como timidez, irritabilidade, mau humor ou agressividade e, em alguns casos os pais podem até considerar os comportamentos normais para a idade.
Desta forma, se for identificada uma mudança significativa no comportamento da criança, como chorar constantemente, ficar muito irritada ou perder peso sem razão aparente, deve-se ir no pediatra para que seja avaliada a hipótese de estar passando por uma alteração psicológica.

Como é feito o tratamento

Para curar a depressão na infância é necessário ter acompanhamento do pediatra, psicólogo, psiquiatra, familiares e professores e o tratamento deve durar pelo menos 6 meses para evitar recaídas.
Normalmente, até os 9 anos o tratamento é feito apenas com sessões de psicoterapia com um psicólogo infantil. No entanto, depois dessa idade ou quando não se consegue curar a doença apenas com psicoterapia, é necessário a toma de antidepressivos, como fluoxetina, sertralina ou paroxetina, por exemplo. Além disso, o médico pode recomendar outros remédios como estabilizadores de humor, antipsicóticos ou estimulantes.
Normalmente, o uso do antidepressivos só começa fazendo efeito após 20 dias da toma e mesmo que a criança já não apresente sintomas deve manter o uso dos remédios para evitar uma depressão crônica.
Para ajudar na recuperação, os pais e professores devem colaborar no tratamento, estimulando a criança a brincar com outras crianças, fazer esportes, participar em atividades ao ar livre e elogiar a criança constantemente.

Como lidar com a criança deprimida

Conviver com uma criança com depressão não é fácil, porém os pais, familiares e professores devem ajudar a criança a ultrapassar a doença para que esta se sinta apoiada e que não está sozinha. Assim, deve-se:
  • Respeitar os sentimentos da criança, mostrando que os compreendem;
  • Incentivar a criança a desenvolver atividades que gosta sem causar pressão;
  • Elogiar a criança constantemente de todos os pequenos atos e não corrigir a criança perante outras crianças;
  • Dar muita atenção à criança, afirmando que a estão ali para a ajudar;
  • Levar a criança para brincar com outras crianças para aumentar a interação;
  • Não deixar a criança brincar sozinha, nem ficar no quarto sozinha vendo televisão ou jogando videojogos;
  • Incentivar a comer de 3 em 3 horas para se manter nutrida;
  • Manter o quarto confortável para ajudar a criança a adormecer e dormir bem.
Estas estratégias vão ajudar a criança a ganhar confiança, evitando o isolamento e melhorando a sua autoestima, contribuindo para que a criança consiga curar a depressão.

O que pode causar a depressão infantil

Na maioria dos casos a depressão na infância ocorre devido a situações traumáticas como discussões constantes entre familiares, divórcio dos pais, mudança de escola, falta de contato da criança com os pais ou sua morte.
Além disso, maus tratos, como violações ou convívio diário com pais alcoólicos ou dependes de drogas também pode contribuir para desenvolver depressão.

antidepressivos naturais

Os antidepressivos naturais não substituem o tratamento com remédios, entretanto, podem ser uma boa opção para complementar o tratamento e impulsionar a melhora dos sintomas, ou, também, podem ser usados nos casos de depressão leve, em conjunto com a psicoterapia.
Algumas opções são:
  • Ingerir alimentos ricos em vitamina B12, ômega 3 e triptofano, presentes em alguns alimentos como queijo, amendoim, banana, salmão, tomate e o espinafre, pois são convertidos em serotonina e outras substâncias importantes para o sistema nervoso. Confira a lista de alimentos ricos em triptofano;
  • Tomar banhos de sol, cerca de 15 a 30 minutos por dia, pois estimula o aumento de vitamina D e formação de serotonina;
  • Praticar exercícios físicos regularmente, pelo menos 3 vezes por semana, o que ajuda a regular o sono e liberar hormônios como serotonina e endorfina e melhorar o bem-estar. O exercício em grupo, como um esporte, pode ter ainda mais benefícios, devido a melhora da convivência social;
  • Consumir chá de hipericão, conhecido erva de são joão, pois é um fitoterápico que tem propriedades capazes de estimular o aumento de serotonina e noradrenalina no organismo. Confira as propriedades e o modo de uso do hipericão.
Adotar atitudes positivas no dia-a-dia, preferir atividades ao ar livre e procurar novas formas de se ocupar e ter contato com pessoas, como se inscrever em um curso ou praticar um novo hobbie, por exemplo, são importantes passos para conseguir o tratamento mais eficaz da depressão. Confira mais algumas das principais atitudes para sair da depressão mais rápido.